Miguel Calmon

Agropecuarista Antônio Manoel de Miguel Calmon falou da taxa de abate e limpeza

A recente entrevista do dia 17/04/2026 concedida pelo agropecuarista calmonense Antônio Manoel à Rádio Canabrava FM, em parceria com o portal Calmon Divulgações, trouxe à tona um tema essencial para o desenvolvimento rural e a saúde pública: o abate legal de animais e a garantia da qualidade da carne consumida pela população.

Mário Augusto e William Sales fizeram muitas perguntas e Antônio Manoel destacou as decisões adotadas pelo Frigocesar, que vêm buscando aprimorar os padrões de abate de bovinos, caprinos e ovinos na região. Entre os pontos abordados, está a importância da padronização dos procedimentos dentro do frigorífico, garantindo mais transparência, organização e segurança em todas as etapas do processo.

Um dos pilares reforçados na entrevista foi a atuação da ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia), responsável pela inspeção sanitária das carnes. Segundo o agropecuarista, o cumprimento rigoroso das normas estabelecidas pelo órgão assegura que o produto final chegue à mesa do consumidor com qualidade, livre de contaminações e dentro dos padrões exigidos pela legislação.

Antônio Manoel também chamou atenção para os prejuízos causados pelo abate clandestino, prática ainda presente em algumas localidades. Além de representar riscos à saúde pública, esse tipo de atividade compromete a valorização do produtor que atua dentro da legalidade e enfraquece toda a cadeia produtiva da agropecuária regional.

A entrevista reforçou ainda o papel fundamental do setor agropecuário na economia de Miguel Calmon e região. A atividade não apenas gera emprego e renda, mas também sustenta diversas famílias e movimenta o comércio local, sendo um dos pilares do desenvolvimento econômico.

No entanto, ao ampliar o olhar para a conjuntura política atual, observa-se que desafios persistem em diferentes esferas. Em nível federal, o agro continua sendo um dos motores da economia brasileira, mas enfrenta entraves como a necessidade de políticas públicas mais consistentes, incentivos adequados e segurança jurídica para o produtor rural.

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No âmbito estadual, a atuação de órgãos fiscalizadores e o suporte técnico aos produtores são fundamentais, mas ainda há demandas por maior presença do poder público no interior, especialmente em regiões como o semiárido baiano.

Já no cenário municipal, a discussão se aproxima ainda mais da realidade do produtor. Questões como infraestrutura, apoio direto ao pequeno e médio agropecuarista e incentivo à regularização das atividades são pontos que exigem atenção constante das lideranças locais.

A fala de Antônio Manoel, portanto, vai além de uma simples análise técnica sobre o abate legal. Ela evidencia a necessidade de união entre produtores, órgãos fiscalizadores e poder público, para fortalecer uma cadeia produtiva mais justa, segura e sustentável.

Em um momento em que se discute tanto a qualidade dos alimentos e a responsabilidade na produção, iniciativas como as destacadas na entrevista mostram que é possível avançar, desde que haja compromisso, fiscalização e, sobretudo, consciência coletiva. Assista a reportagem completa no instagram @radiocanabrava ou youtube.

Autor do texto: Mário Augusto